sexta-feira, 30 de maio de 2025

Onde está o seu tesouro?

 


Tesouros

     Jesus disse: "Ninguém pode servir a dois senhores." Ele nos ensinou que onde está o nosso tesouro, ali estará o nosso coração. E eu pergunto a você: Onde está o seu tesouro?

     Tesouro é aquilo que você mais deseja, o que ocupa o centro da sua vida, a razão pela qual você acorda e vive. Cada pessoa tem ou está em busca de um tesouro. Pode ser dinheiro, família, relacionamentos, fama ou reconhecimento. Como saber se algo é o seu tesouro? Se você sente que não pode viver sem aquilo, ou que só será realmente feliz quando tiver, então isso é seu tesouro.

     Pode ser algo simples, como querer emagrecer ou melhorar a aparência. Há quem tenha arriscado tudo, até a própria vida, em busca de um corpo ideal. Ou quem tenha matado ou morrido por um amor. Aquele relacionamento tornou-se o tesouro, o senhor da vida daquela pessoa.

     Agora, se você avaliar seus tesouros a longo prazo, vai entender melhor o que Jesus quis dizer. Daqui a cem anos, todas as pessoas que você conhece agora estarão mortas. Se você for uma pessoa de grande destaque, talvez coloquem um busto seu em uma praça, mas sua imagem será apenas uma estátua, uma latrina de pombo no futuro.

     Quando Jesus falou sobre "servir a dois senhores", ele estava se referindo à relação de escravo e senhor, e todos nós podemos facilmente nos tornar escravos do dinheiro, do sucesso e da carreira. Essas coisas não são necessariamente erradas, mas Deus não quer que elas ocupem o lugar central em nossas vidas. Esse lugar pertence a Ele.

     A diferença é que, quando Deus ocupa esse lugar, nós não somos mais escravos, mas filhos. O que quer dizer que todas as outras coisas vêm com esforço e trabalho, mas Deus se alcança quando nos rendemos a Ele, quando entregamos nossas vidas e dizemos: "Sob nova direção."

     Somente em Deus encontramos descanso, porque Ele já fez o trabalho. Só em Deus encontramos verdadeira plenitude, porque, bem, Ele é Deus! Mas de que Deus estou falando? Falo do único Deus, o Criador, que não espera que você faça algo para se salvar, mas que já providenciou tudo para que você possa chamá-Lo de Pai. O Deus que enviou Seu Filho para morrer por você e ressuscitar para sua justificação.

     Eu mencionei que as pessoas às vezes até morrem por um tesouro. Agora, pergunto: por qual tesouro você acha que Jesus deixou o céu para vir a este mundo e morrer? Ele fez isso por você. E você, qual é o seu tesouro?

quinta-feira, 29 de maio de 2025

"Quando o Conselho Vem da Boca Errada"

 


     Estar perto das pessoas erradas pode ser mais perigoso do que imaginamos. Às vezes, não percebemos o mal que uma simples conversa pode trazer, até que seja tarde demais. Eva, no Jardim do Éden, tinha tudo: comunhão com Deus, um lugar perfeito para viver, e nenhuma necessidade que não fosse suprida. Ainda assim, em vez de buscar a Deus naquele momento de dúvida, ela deu ouvidos à voz errada — a voz da serpente.

     A serpente, que é figura de Satanás, não obrigou Eva a pecar. Apenas lançou a dúvida, distorceu a verdade e mexeu com o desejo. E Eva, ao invés de se voltar para o Criador, ouviu a criatura caída. Essa escolha mudou o curso da história humana.

“E a mulher disse à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer;
Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
E a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.”

— Gênesis 3:2-4 (KJV, traduzido)

     Eva confiou em quem mentia, e isso a afastou da verdade. O pecado entrou no mundo, trazendo dor, morte, separação de Deus — não só para ela, mas para toda a humanidade. Tudo isso começou com uma conversa com quem não devia.

     Quantas vezes nós também nos afastamos de Deus porque damos ouvidos a quem nos desvia? Amizades tóxicas, conselhos ímpios, influências que nos parecem inofensivas, mas que pouco a pouco nos conduzem ao erro. As pessoas com quem andamos, as vozes que ouvimos, moldam o nosso caminho.

     Eva não foi até Deus para confirmar o que ouviu. Ela não orou, não buscou sabedoria. Agiu por impulso, influenciada por uma voz contrária à de Deus. E pagou um preço alto por isso — nós todos pagamos.

     Aprendamos com essa história: nem toda voz merece ser ouvida. Nem toda presença é bênção. Estar perto das pessoas erradas pode nos afastar de Deus, e esse é o pior lugar para se estar.

Qual é a religião verdadeira? - Mário Persona






 

domingo, 25 de maio de 2025

Sociedade Doente: Aborto e Bebês reborn


Sociedade Doente: Uma Perspectiva Cristã sobre Aborto e Bebês Reborn

     Vivemos tempos de profundas contradições. A sociedade moderna, em sua ânsia por autonomia e progresso, tem manifestado sintomas claros de uma enfermidade moral e espiritual. Um dos sinais mais perturbadores desse estado doentio é a banalização da vida humana, expressa de forma explícita na defesa do aborto e, de maneira mais sutil, porém simbólica, na crescente popularidade dos bebês reborn.

     Sob a ótica cristã, a vida é sagrada desde a concepção. A Palavra de Deus afirma: "Antes que Eu te formasse no ventre, Eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei" (Jeremias 1:5, KJV — tradução direta). Esta verdade fundamenta a convicção de que cada ser humano é criado à imagem de Deus e possui um valor inestimável. No entanto, o aborto, legalizado e até promovido como “direito”, se torna a negação desse princípio divino. A cultura do descarte invade o ventre materno e legitima a interrupção de uma vida que Deus já conhecia e amava.

     Enquanto vidas reais são eliminadas antes mesmo de verem a luz do dia, cresce simultaneamente o fascínio por bebês reborn — bonecos hiper-realistas que imitam com perfeição recém-nascidos humanos. Para alguns, esses bonecos servem como terapia ou consolo emocional. Para outros, são apenas objetos de coleção. Contudo, do ponto de vista espiritual, este fenômeno revela um vazio profundo: uma tentativa de suprir, de forma artificial, aquilo que a sociedade já não reconhece ou valoriza como real — o dom sagrado da vida.

     Essa ironia escancarada — a rejeição do bebê real e a idolatria do bebê falso — aponta para uma cultura adoecida que perdeu o senso do que é verdadeiro, do que é santo, e do que é eterno. Enquanto se clama por “direitos reprodutivos”, esvazia-se o coração de significado, substituindo o milagre da criação por simulacros.

     A Igreja de Cristo é chamada a ser luz em meio às trevas (Mateus 5:14). Diante dessa enfermidade moral, não podemos nos calar. Precisamos proclamar com coragem e compaixão que toda vida é um presente de Deus, que o ventre materno é um altar da criação, e que nenhuma imitação — por mais perfeita que pareça — pode substituir o sopro divino que anima o ser humano verdadeiro.

     Que nossa resposta, como cristãos, seja de confronto profético e de amor redentor. Que ofereçamos alternativas, apoio, escuta, e principalmente o evangelho que restaura e transforma. Porque onde o pecado abundou, superabundou a graça (Romanos 5:20). E essa graça é a única cura eficaz para uma sociedade doente.

sexta-feira, 23 de maio de 2025

Wi-Fi Espiritual: Você Está Conectado com Deus?

 

Texto-base: João 15:5 (KJV)

“Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.”


1. Estamos sempre conectados

     Vivemos a geração mais conectada da história. Celular na mão, fone no ouvido, notificação piscando. O tempo todo online. Mas a pergunta é: estamos conectados com Deus?

     Jesus nos diz que sem Ele, nada podemos fazer. Não é sem Wi-Fi, sem dados móveis, ou sem bateria... é sem Ele.


2. Desconecte-se do Mundo, Conecte-se a Cristo

     Vivemos uma fé com muito conteúdo, mas pouca comunhão.

  • Sabemos versículos, mas não temos vida de oração.

  • Compartilhamos pregações, mas não vivemos o evangelho.

  • Seguimos Jesus no Instagram, mas não carregamos nossa cruz no dia a dia.

💡 REFLEXÃO: Quantos minutos você passou com Jesus hoje... e quantos minutos passou no celular?


3. O que significa estar "conectado" com Jesus?

     João 15:5 mostra que:

  • Jesus é a videira (a fonte).

  • Nós somos os ramos (dependentes da fonte).

  • Se estivermos Nele, vamos dar frutos — frutos do Espírito (Gálatas 5:22-23): amor, paz, domínio próprio, fé, etc.

     Mas se o nosso coração estiver "logado" em tudo, menos em Deus... a nossa fé se torna fraca, rasa e sem fruto.


4. Fé Digital: Como viver conectado com Deus num mundo online

     Aqui vão três conselhos práticos:

📖 1. Alimente-se da Palavra mais do que do feed

     Antes de abrir o Instagram, abra a Bíblia. Faça da leitura bíblica uma prioridade, não um "acessório espiritual".

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.” (Salmo 119:105 – KJV)

🙏 2. Tenha momentos offline com Deus

     Desliga o celular. Sério. Reserve tempo para orar sem distrações. Deus quer falar com você, mas Ele não grita — Ele sussurra.

“Mas tu, quando orares, entra no teu aposento...” (Mateus 6:6 – KJV)

🤝 3. Viva a fé em comunidade, não só em comentários

     Não basta seguir pregadores e ouvir músicas gospel. Deus te chamou para viver em comunhão com a igreja, com gente real, com discipulado, com compromisso.

“Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns...” (Hebreus 10:25 – KJV)


5. A conexão mais importante

     Você pode estar com o celular 100% carregado, com todos os apps atualizados, com todos os seguidores possíveis...
     Mas se estiver desconectado de Jesus, a sua alma vai secar.
     Hoje, Jesus quer reconectar você.

🛐 Apelo:
     Se você sente que sua fé esfriou, que você está mais online do que aos pés de Cristo... hoje é o dia de se reconectar com a videira verdadeira.

“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós.” (Tiago 4:8 – KJV)

quinta-feira, 22 de maio de 2025

Salvo por Graça, Mas Não de Graça

📖 Estudo Bíblico

Tema: Salvo por Graça, Mas Não de Graça

Texto base: Efésios 2:8-9 (KJV)

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus. Não por obras, para que ninguém se glorie."


🟦 1. Introdução

Vivemos em uma sociedade onde tudo tem um preço. O que é oferecido gratuitamente costuma despertar desconfiança. No entanto, o evangelho de Cristo nos apresenta uma realidade sobrenatural: a salvação é um dom gratuito de Deus. Mas cuidado: gratuito não significa barato.

Fomos salvos por graça, sim, mas essa graça custou a vida do Filho de Deus. Por isso, a salvação é gratuita para nós, mas não foi de graça para Deus.


🟨 2. Desenvolvimento

🔹 a) O que é graça?

A palavra graça (do grego charis) significa favor imerecido. Ou seja, algo que recebemos não por merecimento, mas por bondade.

"Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo seu grande amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em pecados, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)"
(Efésios 2:4-5, KJV — traduzido)

  • Estávamos mortos espiritualmente.

  • Deus nos alcançou, não porque éramos bons, mas porque Ele é bom.

  • A iniciativa foi Dele; o mérito é Dele; a glória é Dele.

🔹 b) A salvação é um dom, NÃO uma conquista

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus. Não por obras, para que ninguém se glorie."
(Efésios 2:8-9)

  • Deus oferece a salvação como presente.

  • Nenhuma obra humana pode comprar o céu.

  • Se dependesse de nós, jamais alcançaríamos.

A graça humilha o soberbo e exalta a misericórdia de Deus. Ninguém poderá se gloriar no céu dizendo: "eu conquistei isso". Lá, todos dirão: "Foi Ele quem me salvou."

🔹 c) Não foi de graça: o alto preço da salvação

A graça não custou nada para nós, mas custou tudo para Jesus.

"Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça;"
(Efésios 1:7)

  • A cruz foi o altar do maior sacrifício já feito.

  • O justo morreu pelo injusto.

  • A ira que era nossa caiu sobre Ele, para que a paz que era Dele fosse nossa.

A salvação é gratuita como um presente recebido, mas foi comprada com o sangue do Cordeiro de Deus.

🔹 d) A graça nos transforma

"Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas."
(Efésios 2:10)

  • A graça não apenas perdoa, mas transforma.

  • Fomos criados para boas obras.

  • Quem é alcançado pela graça vive uma nova vida, em santidade e obediência.

A graça não é desculpa para pecar; é poder para vencer o pecado.


🟩 3. Conclusão

Sim, somos salvos pela graça, mas não foi de graça.
A cruz nos lembra que, por trás de cada gota da graça que recebemos, há o sangue do Filho de Deus vertido por nós.

A resposta correta à graça é:

  • Humildade, por reconhecer que não merecemos.

  • Gratidão, por saber o quanto custou.

  • Obediência, por amor a quem nos salvou.


🟫 4. Aplicação final (para devocional ou apelo)

  1. Você já recebeu esse dom da graça? Não se trata de merecimento, mas de fé. Creia em Cristo e seja salvo.

  2. Você tem vivido como alguém alcançado pela graça? A salvação muda a conduta, o coração e os caminhos.

  3. Você valoriza o sacrifício de Cristo? Rejeitar essa graça é rejeitar o maior presente que o céu já ofereceu.

✝️ Conclusão:

A salvação é pela graça, mas não foi de graça.
Ela nos foi dada sem mérito, mas custou o sangue de Cristo.
Recebemos sem pagar, mas somos chamados a viver em resposta — em santidade, obediência e amor.

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Semeando a Palavra

 

Mateus Capítulo 13:18-23

 Ouvi, pois, vós a parábola do semeador.
 Quando alguém ouve a palavra do reino e não a entende, vem o maligno e arrebata o que foi semeado em seu coração; este é o que foi semeado à beira do caminho.
 Porém, o que foi semeado em lugares pedregosos é o que ouve a palavra 
e logo a recebe com alegria;
 Contudo, não tem raiz em si mesmo, mas é de pouca duração; e, vindo a tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.
 E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e ela fica infrutífera.
 Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra, e a entende; este dá fruto, e produz: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta por um.


Parábola do Semeador

     A primeira parábola de Mateus 13 apresenta Jesus como o semeador, a Palavra de Deus como a semente, e os diferentes tipos de solo como os diversos perfis de pessoas que entram em contato com essa mensagem. A grande pergunta é: que tipo de solo você representa?

     A primeira semente cai à beira do caminho, um lugar onde o solo é duro e constantemente pisado. Essa imagem representa quem vive pela lógica da maioria, influenciado pela opinião pública e pelo pensamento coletivo. É o tipo de pessoa que valoriza o ser humano acima de Deus. Nesse solo, a Palavra não penetra, e o maligno — representado pelas aves — logo a arranca do coração.

     A segunda semente cai em um solo raso e pedregoso. Ela até brota rápido, pois há empolgação inicial, mas não cria raízes profundas. Assim que surgem dificuldades, essa fé se desfaz. Esse é o perfil de quem vê o evangelho como uma solução rápida, uma técnica de bem-estar ou autoajuda. Mas Jesus nunca prometeu conforto terreno — a vida dele e dos apóstolos mostra exatamente o contrário.

     A terceira semente cai entre espinhos. Aqui, o crescimento é sufocado pelas preocupações da vida e pela busca por riquezas. Se você se aproximou de Jesus só para resolver problemas financeiros ou conquistar sucesso, é provável que esse solo represente você. O coração dividido entre Deus e as riquezas não permite que a Palavra prospere.

     Por fim, a quarta semente cai em boa terra — um coração receptivo e sincero. Ela germina, cresce e produz frutos em medidas impressionantes: cem, sessenta e trinta por um. Nem todos terão o mesmo impacto, mas todos os que recebem a Palavra com fé sincera darão frutos. E muitas vezes, os grandes frutos vêm por meio de pessoas simples e desconhecidas que apenas foram fiéis.

     Três inimigos impedem a Palavra de frutificar: o diabo, que rouba o que foi semeado; a carne, que não suporta as dificuldades; e o mundo, com suas distrações e ilusões. Diante disso, o desafio é pessoal: como está o seu coração? Que tipo de solo você tem sido para o evangelho?


         Trecho do eBook: Evangelho de Mateus: O Rei Prometido
                                                              adquira clicando Aqui


segunda-feira, 12 de maio de 2025

Ebook: Evangelho de Mateus: O Rei Prometido

      O Evangelho de Mateus é uma das mais importantes narrativas sobre a vida, ensinamentos, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Escrito por Mateus, um dos doze apóstolos, esse evangelho apresenta Jesus como o Messias e Rei prometido, cumprindo as profecias do Antigo Testamento. 

     Com uma abordagem profundamente enraizada na cultura judaica, Mateus revela a autoridade de Cristo como Rei e Salvador. Seu texto é rico em parábolas, sermões e milagres que continuam a impactar gerações. Para quem deseja compreender a essência do cristianismo e a missão de Jesus, este evangelho é leitura essencial. 

     Este Ebook oferece uma tradução fiel ao texto original da King James Version (KJV), agora em português brasileiro. É ideal para estudo, meditação e crescimento espiritual. Descubra a sabedoria divina contida em cada capítulo. Aprofunde-se nas palavras de Cristo. Adquira agora este Ebook e transforme sua leitura bíblica.

                                        



sexta-feira, 9 de maio de 2025

Idolatria - Mário Persona

 


O Maior Mandamento

 

Mateus 22:34-38

34 Mas os fariseus, ouvindo que ele fizera os saduceus calarem-se, reuniram-se.

35 E um deles, doutor da lei, perguntou, tentando-o:

36 Mestre, qual é o grande mandamento na lei?

37 E Jesus lhe disse: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

38 Este é o primeiro e grande mandamento.

                                   O Maior Mandamento

     No final do capítulo 22 de Mateus, os fariseus fazem mais uma tentativa de colocar Jesus em dificuldade. Desta vez, é um especialista na Lei que se aproxima com uma pergunta capciosa: "Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?"

     Jesus responde sem hesitar: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu pensamento". O evangelho de Marcos acrescenta ainda: "com todas as tuas forças". Em outras palavras, amar a Deus com tudo o que somos — emoções, vontade, entendimento e energia. Se esse é o maior de todos os mandamentos, então o maior de todos os pecados é amar dessa forma qualquer outra coisa.

     Vivemos numa era em que o homem se julga moderno, culto e esclarecido. Acha ridículo ver pessoas adorando estátuas, pedras ou animais, como mostram certos documentários. No entanto, a idolatria de hoje é mais sutil. Ela se veste bem, tem diploma na parede e mora em condomínio fechado. Idolatria não é apenas ajoelhar-se diante de uma imagem, é colocar a confiança suprema em algo ou alguém que não seja Deus.

     Se você se sente seguro apenas quando tem dinheiro na conta, então o dinheiro é o seu deus. Se acha que não pode viver sem determinada pessoa, ela virou o seu altar. Se sua paz depende da sua forma física, você já está oferecendo sacrifícios à balança. O que ocupa o centro do seu coração — aquilo que você ama acima de tudo, em que confia, e por que vive — isso é o seu ídolo.

     Idolatria é quando qualquer coisa assume o controle da sua vida no lugar de Deus. Às vezes, nem percebemos que estamos sendo dominados por aquilo que escolhemos adorar. Quando a mentira se torna um recurso, estamos confiando mais na nossa esperteza do que na justiça de Deus. Quando cedemos à tentação, estamos dando as rédeas da alma a um desejo passageiro.

     Talvez a idolatria mais comum do nosso tempo seja o culto ao próprio eu. Seguimos nossos desejos como se fossem sagrados, murmurando a velha canção: "Eu mereço ser feliz". Com isso, justificamos nossos erros, damos trégua aos nossos vícios e nos tornamos escravos dos nossos próprios caprichos.

     A espiritualidade moderna ensina que a solução para tudo está dentro de nós. Acreditamos ser bons por natureza ou capazes de compensar nossos pecados com boas ações e autoconhecimento. Mas isso é virar as costas para Deus — o único que exige o controle total da nossa vontade para poder nos transformar por completo.

     O primeiro problema que ele quer resolver é o mais grave: o perdão dos nossos pecados. E ele já fez isso, há dois mil anos, na cruz. O maior mandamento continua sendo o mesmo: amar a Deus acima de tudo. E isso significa abrir mão de todos os outros tronos, inclusive o nosso próprio.

quinta-feira, 8 de maio de 2025

O que representa o Cavalo Branco em Apocalipse?

 O cavalo branco mencionado em Apocalipse 6:2 é um dos quatro cavaleiros do Apocalipse, descritos na abertura dos primeiros quatro selos do livro. O versículo na versão King James (KJV) diz:

"E eu olhei, e eis um cavalo branco: e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo, e para vencer."

                                                                                               Apocalipse 6:2 

Interpretações principais:

  1. Cristo ou o Evangelho vitorioso:
    Alguns intérpretes cristãos — especialmente em contextos históricos mais antigos — veem o cavaleiro do cavalo branco como uma representação simbólica de Cristo ou da vitória do Evangelho no mundo. Essa visão se baseia na associação da cor branca com pureza e justiça, e na ideia de conquista espiritual. Um paralelo é traçado com Apocalipse 19:11-16, onde Cristo também aparece montado em um cavalo branco.

  2. Conquista militar ou enganadora:
    Outra linha interpretativa, especialmente entre teólogos mais contemporâneos ou futuristas, entende esse cavaleiro como um símbolo de conquista humana, imperialismo ou até o Anticristo, pois ele aparece no início dos juízos do Apocalipse. Embora ele traga um arco, não é mencionado que ele tenha flechas, o que poderia sugerir uma conquista por meio de diplomacia, persuasão ou engano — não necessariamente pela guerra direta.

  3. Falsa paz ou domínio enganoso:
    Em interpretações dispensacionalistas (muito comuns no evangelicalismo moderno), este cavaleiro é frequentemente visto como o início de um período de falsa paz mundial promovida pelo Anticristo antes do surgimento dos demais cavaleiros (guerra, fome e morte).

Resumo:

O cavalo branco em Apocalipse 6:2 pode representar:

  • A vitória do Evangelho ou Cristo (interpretação simbólica positiva).

  • Um conquistador enganador, possivelmente o Anticristo (interpretação negativa).

  • Um período inicial de domínio ou falsa paz antes do juízo (interpretação profética/escatológica).

A interpretação depende muito da abordagem teológica (preterista, historicista, futurista ou idealista).

'Habemus Papam'

     


     Robert Francis Prevost é o atual Papa da Igreja Católica, eleito em 8 de maio de 2025 com o nome de Leão XIV. Ele é o primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos e o primeiro membro da Ordem de Santo Agostinho a assumir o papado desde o século XV.

     Biografia e trajetória

     Nascido em 14 de setembro de 1955, em Chicago, Prevost ingressou na Ordem de Santo Agostinho em 1977. Foi ordenado sacerdote em 1982 e obteve doutorado em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino, em Roma. Atuou como missionário no Peru por mais de duas décadas, onde foi bispo de Chiclayo e desempenhou diversos papéis pastorais e formativos.

     Em 2023, foi nomeado prefeito do Dicastério para os Bispos e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, cargos de grande influência na Cúria Romana. No mesmo ano, foi criado cardeal pelo Papa Francisco.

     Eleição como Papa

     Após a morte do Papa Francisco, Prevost foi eleito no segundo dia do conclave. Escolheu o nome Leão XIV em homenagem ao Papa Leão XIII, conhecido por sua defesa da justiça social. Sua eleição foi anunciada com o tradicional "Habemus Papam" e celebrada por fiéis em todo o mundo.

     Pontificado

     O pontificado de Leão XIV tem sido marcado por um compromisso com a sinodalidade, descentralização da Igreja, diálogo inter-religioso e justiça social. Ele busca continuar as reformas iniciadas por seu antecessor, com ênfase na inclusão, apoio aos migrantes e proteção ambiental.

     Sua eleição representa um marco histórico, sendo o primeiro papa norte-americano e o primeiro agostiniano em séculos, refletindo uma Igreja mais global e conectada às periferias.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Pregação do Evangelho

 

Mateus Capítulo 14:14-21

14 E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e moveu-se de compaixão por eles, 
e curou os seus enfermos.
15 E, sendo já tarde, seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: Este é um lugar deserto, e a hora já é avançada; despede as multidões, para que possam ir às aldeias e comprem para si alimentos.
16 Porém Jesus lhes disse: Eles não precisam ir; dai-lhes vós de comer.
17 E eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.
18 Ele, porém, disse: Trazei-mos aqui.
19 E ordenou às multidões que se assentassem sobre a grama; e, tomando os cinco pães e os dois peixes, e olhando para o céu, abençoou, partiu, e deu os pães aos discípulos, 
e os discípulos à multidão.
20 E todos comeram e se saciaram; e recolheram do que sobrou, doze cestos cheios.
21 E os que tinham comido foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.

 Multiplicando

     Os discípulos de João Batista estavam profundamente abalados com sua morte e, em meio à dor, decidiram contar tudo a Jesus. Essa continua sendo a melhor atitude que podemos tomar quando estamos tristes: levar nossa dor até ele. Algumas pessoas dizem que, se Deus realmente existisse ou se importasse, não haveria tanto sofrimento no mundo. Mas Jesus é Deus, e se ele veio ao mundo, foi justamente para experimentar a dor e mostrar que ele se importa.

     Ao saber da notícia, Jesus se retira para um lugar afastado, mas mesmo assim a multidão vai atrás dele. Os discípulos, preocupados com a hora avançada e a fome do povo, sugerem que ele mande todos embora. Mas Jesus faz o contrário: diz que eles mesmos devem alimentar a multidão. E o que eles têm nas mãos? Apenas cinco pães, dois peixes… e Jesus.

     Isso é mais do que suficiente. O mesmo Deus que sustentou milhares de israelitas por 40 anos no deserto, enviando o maná do céu, agora estava ali, diante deles. Naquele momento, cerca de 5 mil homens, além de mulheres e crianças — talvez entre 10 a 15 mil pessoas — estavam com fome.

     Jesus toma os pães e os peixes, agradece a Deus e começa a distribuí-los aos discípulos, que os repassam à multidão. No final, todos comem à vontade, e ainda sobram doze cestos cheios. Isso mostra que Deus realmente se importa com aquilo que precisamos. Sempre.

     No livro de Romanos há uma pergunta que resume isso muito bem: “Aquele que não poupou seu próprio Filho, antes o entregou por todos nós, como não nos dará, juntamente com Ele, todas as coisas?” A resposta é óbvia: Deus vai suprir o que precisamos — mas no tempo e do jeito Dele.

     Nesse milagre, Jesus atende a uma necessidade imediata. Ele não entrega uma sacola de mantimentos para cada um, mas provê o suficiente para aquele momento. Deus nos conduz assim: um passo de cada vez, confiando nele diariamente.

     O tempo de Deus também não é como o nosso. Em outra ocasião, Jesus parou para conversar com uma mulher que sofria havia 12 anos, mesmo estando a caminho da casa de uma menina prestes a morrer. Qualquer médico teria deixado a mulher para depois e corrido para salvar a criança. Jesus, porém, curou a mulher e, depois, ressuscitou a menina. Para ele, não há pressa — só propósito.

     Jesus age conforme uma agenda eterna. E, na sua agenda, ele é a prioridade? Se não for, talvez seja hora de rever tudo e fazer o que a Bíblia aconselha: “Agora é o tempo oportuno, agora é o dia da salvação.”

     Você já sabe a quem recorrer quando vierem a tristeza e a necessidade: vá a Jesus.

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Pregação do Evangelho - O Leproso

 

Mateus Capítulo 8:1-4

 Quando Ele (Jesus) desceu do monte, grandes multidões o seguiram.
E eis que um leproso veio e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes me purificar.
 E Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: Quero, sê purificado. E imediatamente a lepra foi curada.
 E Jesus lhe disse: Olha, não digas isso a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e oferece a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho a eles.

                                    O Leproso


     Jesus inicia seu ministério público realizando curas e milagres. Esses sinais não eram apenas demonstrações de poder, mas uma forma de apresentar suas credenciais como o Messias que Israel tanto aguardava. Deus queria mostrar, de maneira clara, que Jesus tinha autoridade sobre as doenças, sobre a morte e até sobre a natureza.

     A primeira cura relatada é a de um leproso — e isso é significativo. Na Bíblia, a lepra simboliza o pecado: algo que corrompe, isola e destrói silenciosamente. Nascemos com essa condição espiritual, e se alguém deseja receber algo de Deus, deve começar com a questão mais urgente: a salvação, a cura do pecado.

     Essa cura só é possível porque Jesus tomou sobre si o juízo que era nosso. Ele morreu em nosso lugar, carregando a condenação que merecíamos, e ressuscitou para nos dar, gratuitamente, a vida eterna — basta crer N' Ele como Salvador.

     A lepra física insensibiliza o corpo, impedindo o doente de perceber feridas ou lesões. Do mesmo modo, o pecado nos anestesia espiritualmente: ficamos cegos e indiferentes às suas consequências. A Bíblia afirma que o pecado trouxe a morte para o mundo, e todos estão afetados por ele.

     Ao se aproximar de Jesus, o leproso não apenas pede ajuda — ele se ajoelha e adora. Isso era algo inaceitável dentro da tradição judaica, já que só Deus deveria ser adorado. Mas aquele homem entendeu quem estava diante dele: Jesus era mais do que um profeta — Ele é Deus em forma humana.

     Se você deseja ser perdoado, purificado, transformado, o primeiro passo é reconhecer quem Jesus realmente é. Depois, como o leproso, entregue-se a ele e peça: “Senhor, purifica-me”.

     A resposta de Jesus também foi surpreendente: Ele tocou o leproso. Isso ia contra todas as normas religiosas, já que tocar alguém com lepra tornava a pessoa cerimonialmente impura. Mas Jesus não foi contaminado — pelo contrário, foi Ele quem trouxe pureza ao impuro.

     Na cruz, Jesus fez ainda mais: assumiu os nossos pecados sobre si, morreu em nosso lugar e ressuscitou para que pudéssemos ser purificados. Se você busca um milagre, comece por este: reconheça sua condição, confesse seus pecados, e peça a salvação. Jesus quer salvar você.

     E assim como fez com o leproso, Ele também pode tocar sua vida — mesmo que você não o veja ou sinta algo imediato. O toque D' Ele é real e transformador.

O Evangelho em 1 hora - Final