Mateus Capítulo 14:14-21
Multiplicando
Os discípulos de João Batista estavam profundamente abalados com sua morte e, em meio à dor, decidiram contar tudo a Jesus. Essa continua sendo a melhor atitude que podemos tomar quando estamos tristes: levar nossa dor até ele. Algumas pessoas dizem que, se Deus realmente existisse ou se importasse, não haveria tanto sofrimento no mundo. Mas Jesus é Deus, e se ele veio ao mundo, foi justamente para experimentar a dor e mostrar que ele se importa.
Ao saber da notícia, Jesus se retira para um lugar afastado, mas mesmo assim a multidão vai atrás dele. Os discípulos, preocupados com a hora avançada e a fome do povo, sugerem que ele mande todos embora. Mas Jesus faz o contrário: diz que eles mesmos devem alimentar a multidão. E o que eles têm nas mãos? Apenas cinco pães, dois peixes… e Jesus.
Isso é mais do que suficiente. O mesmo Deus que sustentou milhares de israelitas por 40 anos no deserto, enviando o maná do céu, agora estava ali, diante deles. Naquele momento, cerca de 5 mil homens, além de mulheres e crianças — talvez entre 10 a 15 mil pessoas — estavam com fome.
Jesus toma os pães e os peixes, agradece a Deus e começa a distribuí-los aos discípulos, que os repassam à multidão. No final, todos comem à vontade, e ainda sobram doze cestos cheios. Isso mostra que Deus realmente se importa com aquilo que precisamos. Sempre.
No livro de Romanos há uma pergunta que resume isso muito bem: “Aquele que não poupou seu próprio Filho, antes o entregou por todos nós, como não nos dará, juntamente com Ele, todas as coisas?” A resposta é óbvia: Deus vai suprir o que precisamos — mas no tempo e do jeito Dele.
Nesse milagre, Jesus atende a uma necessidade imediata. Ele não entrega uma sacola de mantimentos para cada um, mas provê o suficiente para aquele momento. Deus nos conduz assim: um passo de cada vez, confiando nele diariamente.
O tempo de Deus também não é como o nosso. Em outra ocasião, Jesus parou para conversar com uma mulher que sofria havia 12 anos, mesmo estando a caminho da casa de uma menina prestes a morrer. Qualquer médico teria deixado a mulher para depois e corrido para salvar a criança. Jesus, porém, curou a mulher e, depois, ressuscitou a menina. Para ele, não há pressa — só propósito.
Jesus age conforme uma agenda eterna. E, na sua agenda, ele é a prioridade? Se não for, talvez seja hora de rever tudo e fazer o que a Bíblia aconselha: “Agora é o tempo oportuno, agora é o dia da salvação.”
Você já sabe a quem recorrer quando vierem a tristeza e a necessidade: vá a Jesus.

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