quarta-feira, 7 de maio de 2025

Pregação do Evangelho

 

Mateus Capítulo 14:14-21

14 E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e moveu-se de compaixão por eles, 
e curou os seus enfermos.
15 E, sendo já tarde, seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: Este é um lugar deserto, e a hora já é avançada; despede as multidões, para que possam ir às aldeias e comprem para si alimentos.
16 Porém Jesus lhes disse: Eles não precisam ir; dai-lhes vós de comer.
17 E eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.
18 Ele, porém, disse: Trazei-mos aqui.
19 E ordenou às multidões que se assentassem sobre a grama; e, tomando os cinco pães e os dois peixes, e olhando para o céu, abençoou, partiu, e deu os pães aos discípulos, 
e os discípulos à multidão.
20 E todos comeram e se saciaram; e recolheram do que sobrou, doze cestos cheios.
21 E os que tinham comido foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.

 Multiplicando

     Os discípulos de João Batista estavam profundamente abalados com sua morte e, em meio à dor, decidiram contar tudo a Jesus. Essa continua sendo a melhor atitude que podemos tomar quando estamos tristes: levar nossa dor até ele. Algumas pessoas dizem que, se Deus realmente existisse ou se importasse, não haveria tanto sofrimento no mundo. Mas Jesus é Deus, e se ele veio ao mundo, foi justamente para experimentar a dor e mostrar que ele se importa.

     Ao saber da notícia, Jesus se retira para um lugar afastado, mas mesmo assim a multidão vai atrás dele. Os discípulos, preocupados com a hora avançada e a fome do povo, sugerem que ele mande todos embora. Mas Jesus faz o contrário: diz que eles mesmos devem alimentar a multidão. E o que eles têm nas mãos? Apenas cinco pães, dois peixes… e Jesus.

     Isso é mais do que suficiente. O mesmo Deus que sustentou milhares de israelitas por 40 anos no deserto, enviando o maná do céu, agora estava ali, diante deles. Naquele momento, cerca de 5 mil homens, além de mulheres e crianças — talvez entre 10 a 15 mil pessoas — estavam com fome.

     Jesus toma os pães e os peixes, agradece a Deus e começa a distribuí-los aos discípulos, que os repassam à multidão. No final, todos comem à vontade, e ainda sobram doze cestos cheios. Isso mostra que Deus realmente se importa com aquilo que precisamos. Sempre.

     No livro de Romanos há uma pergunta que resume isso muito bem: “Aquele que não poupou seu próprio Filho, antes o entregou por todos nós, como não nos dará, juntamente com Ele, todas as coisas?” A resposta é óbvia: Deus vai suprir o que precisamos — mas no tempo e do jeito Dele.

     Nesse milagre, Jesus atende a uma necessidade imediata. Ele não entrega uma sacola de mantimentos para cada um, mas provê o suficiente para aquele momento. Deus nos conduz assim: um passo de cada vez, confiando nele diariamente.

     O tempo de Deus também não é como o nosso. Em outra ocasião, Jesus parou para conversar com uma mulher que sofria havia 12 anos, mesmo estando a caminho da casa de uma menina prestes a morrer. Qualquer médico teria deixado a mulher para depois e corrido para salvar a criança. Jesus, porém, curou a mulher e, depois, ressuscitou a menina. Para ele, não há pressa — só propósito.

     Jesus age conforme uma agenda eterna. E, na sua agenda, ele é a prioridade? Se não for, talvez seja hora de rever tudo e fazer o que a Bíblia aconselha: “Agora é o tempo oportuno, agora é o dia da salvação.”

     Você já sabe a quem recorrer quando vierem a tristeza e a necessidade: vá a Jesus.

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