sexta-feira, 9 de maio de 2025

O Maior Mandamento

 

Mateus 22:34-38

34 Mas os fariseus, ouvindo que ele fizera os saduceus calarem-se, reuniram-se.

35 E um deles, doutor da lei, perguntou, tentando-o:

36 Mestre, qual é o grande mandamento na lei?

37 E Jesus lhe disse: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

38 Este é o primeiro e grande mandamento.

                                   O Maior Mandamento

     No final do capítulo 22 de Mateus, os fariseus fazem mais uma tentativa de colocar Jesus em dificuldade. Desta vez, é um especialista na Lei que se aproxima com uma pergunta capciosa: "Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?"

     Jesus responde sem hesitar: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu pensamento". O evangelho de Marcos acrescenta ainda: "com todas as tuas forças". Em outras palavras, amar a Deus com tudo o que somos — emoções, vontade, entendimento e energia. Se esse é o maior de todos os mandamentos, então o maior de todos os pecados é amar dessa forma qualquer outra coisa.

     Vivemos numa era em que o homem se julga moderno, culto e esclarecido. Acha ridículo ver pessoas adorando estátuas, pedras ou animais, como mostram certos documentários. No entanto, a idolatria de hoje é mais sutil. Ela se veste bem, tem diploma na parede e mora em condomínio fechado. Idolatria não é apenas ajoelhar-se diante de uma imagem, é colocar a confiança suprema em algo ou alguém que não seja Deus.

     Se você se sente seguro apenas quando tem dinheiro na conta, então o dinheiro é o seu deus. Se acha que não pode viver sem determinada pessoa, ela virou o seu altar. Se sua paz depende da sua forma física, você já está oferecendo sacrifícios à balança. O que ocupa o centro do seu coração — aquilo que você ama acima de tudo, em que confia, e por que vive — isso é o seu ídolo.

     Idolatria é quando qualquer coisa assume o controle da sua vida no lugar de Deus. Às vezes, nem percebemos que estamos sendo dominados por aquilo que escolhemos adorar. Quando a mentira se torna um recurso, estamos confiando mais na nossa esperteza do que na justiça de Deus. Quando cedemos à tentação, estamos dando as rédeas da alma a um desejo passageiro.

     Talvez a idolatria mais comum do nosso tempo seja o culto ao próprio eu. Seguimos nossos desejos como se fossem sagrados, murmurando a velha canção: "Eu mereço ser feliz". Com isso, justificamos nossos erros, damos trégua aos nossos vícios e nos tornamos escravos dos nossos próprios caprichos.

     A espiritualidade moderna ensina que a solução para tudo está dentro de nós. Acreditamos ser bons por natureza ou capazes de compensar nossos pecados com boas ações e autoconhecimento. Mas isso é virar as costas para Deus — o único que exige o controle total da nossa vontade para poder nos transformar por completo.

     O primeiro problema que ele quer resolver é o mais grave: o perdão dos nossos pecados. E ele já fez isso, há dois mil anos, na cruz. O maior mandamento continua sendo o mesmo: amar a Deus acima de tudo. E isso significa abrir mão de todos os outros tronos, inclusive o nosso próprio.

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