quarta-feira, 4 de dezembro de 2024


Sofrimento


     Num comentário, numa rede social, após inundações no Rio Grande do Sul em 2024, foi dito o seguinte: “Se Deus existe, ele é incompetente“. Percebeu como é comum as pessoas culparem Deus quando algo ruin acontece? Curiosamente, até mesmo os ateus tendem a atribuir a culpa a Deus, mesmo negando Sua existência. (irônico não é?) 

      Desde o jardim do Éden o ser humano culpa o outro pelos seus erros. Eva culpou a serpente, Adão culpou Eva e até mesmo o próprio Deus quando disse: "Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi". Gênesis 3:12 

      Você já atribuiu a culpa a alguém por seus próprios equívocos? Isso sugere que você é tão propenso à falhas quanto Adão. Nunca comete erros? Bem, nesse caso, sua situação é ainda mais séria. Quando alguém descobre que tem uma doença séria, essa pessoa passa por alguns estágios. Inicialmente ocorre a recusa: "Isso não pode estar acontecendo comigo". Em seguida, surge a irritação: "Por que justo eu?". O próximo estágio envolve a negociação e a tentativa de resolver a situação por conta própria: "Se eu mudar meu estilo de vida, o problema desaparecerá". Depois, vem a melancolia: "Ai de mim! Estou completamente perdido!". Por fim, chega-se à aceitação e à disposição para aceitar ajuda externa. 

      O pecado original resultou na queda da humanidade, separando-a de Deus e introduzindo o sofrimento, a morte e o mal no mundo. Assim como Lúcifer e os anjos caídos foram expulsos do céu, Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden, perdendo o acesso à árvore da vida e enfrentando as conseqüências de sua transgressão. 

     Tanto a queda dos anjos quanto a queda do homem são conseqüências da desobediência e do orgulho, resultando na separação de Deus e na introdução do mal no mundo. Cada aspecto da existência foi profundamente afetado: as criaturas, o planeta, o cosmos, o fluxo do tempo e o espaço em si. 

     Quando a Bíblia descreve toda a criação gemendo em dores de parto, essa metáfora é altamente ilustrativa: as dores de parto tendem a se intensificar e ocorrer com intervalos cada vez menores até o momento do nascimento. Assim, é esperado que sofrimentos crescentes e mais freqüentes se tornem cada vez mais proeminentes até a volta de Cristo.

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