Sofrimento
Num comentário, numa rede social, após inundações no Rio Grande do Sul em
2024, foi dito o seguinte: “Se Deus existe, ele é incompetente“.
Percebeu como é comum as pessoas culparem Deus quando algo ruin acontece?
Curiosamente, até mesmo os ateus tendem a atribuir a culpa a Deus, mesmo negando
Sua existência. (irônico não é?)
Desde o jardim do Éden o ser humano culpa o outro pelos seus erros. Eva culpou
a serpente, Adão culpou Eva e até mesmo o próprio Deus quando disse: "Foi a mulher
que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi". Gênesis 3:12
Você já atribuiu a culpa a alguém por seus próprios equívocos? Isso sugere que
você é tão propenso à falhas quanto Adão. Nunca comete erros? Bem, nesse caso, sua
situação é ainda mais séria.
Quando alguém descobre que tem uma doença séria, essa pessoa passa por
alguns estágios. Inicialmente ocorre a recusa: "Isso não pode estar acontecendo
comigo". Em seguida, surge a irritação: "Por que justo eu?". O próximo estágio envolve
a negociação e a tentativa de resolver a situação por conta própria: "Se eu mudar meu
estilo de vida, o problema desaparecerá". Depois, vem a melancolia: "Ai de mim! Estou
completamente perdido!". Por fim, chega-se à aceitação e à disposição para aceitar
ajuda externa.
O pecado original resultou na queda da humanidade, separando-a de Deus e
introduzindo o sofrimento, a morte e o mal no mundo. Assim como Lúcifer e os anjos
caídos foram expulsos do céu, Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden, perdendo
o acesso à árvore da vida e enfrentando as conseqüências de sua transgressão.
Tanto a queda dos anjos quanto a queda do homem são conseqüências da
desobediência e do orgulho, resultando na separação de Deus e na introdução do mal no
mundo.
Cada aspecto da existência foi profundamente afetado: as criaturas, o planeta, o
cosmos, o fluxo do tempo e o espaço em si.
Quando a Bíblia descreve toda a criação
gemendo em dores de parto, essa metáfora é altamente ilustrativa: as dores de parto
tendem a se intensificar e ocorrer com intervalos cada vez menores até o momento do
nascimento. Assim, é esperado que sofrimentos crescentes e mais freqüentes se tornem
cada vez mais proeminentes até a volta de Cristo.
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