terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Feliz Natal


 

Jesus, a luz do mundo


Jesus, a luz do mundo 

De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida. 

João (8:12)

É comum para qualquer pessoa pecadora tentar evitar Jesus. Isso foi evidente desde os tempos do Éden, quando Adão pecou, e continua sendo verdadeiro para nós hoje. Podemos nos comparar a criaturas que preferem se esconder, como baratas, aranhas e lesmas debaixo de uma pedra. Quando essa pedra é erguida e a luz do sol revela nosso esconderijo, nossa reação instintiva é fugir e nos esconder debaixo de outra pedra, longe da luz.

Evitamos a luz porque ela expõe quem somos; revela nossa posição e estado. Naturalmente, estamos separados de Deus, em rebelião e antagonismo contra Ele. Nossa condição é de pecadores, violando as leis divinas e merecedores de punição. Diante dessa realidade, qual outra opção temos além de fugir?

É nessa hora que batemos no peito, dizendo que vamos a igreja e praticamos boas obras, querendo mascarar nossos pecados e transgressões.

Jesus diz: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida". Aceitar seguir a Jesus significa enfrentar a luz e permitir que ela revele todas as nossas falhas. Contudo, simplesmente o fato de nossas imperfeições serem expostas e nos deixarem desconfortáveis não assegura nossa salvação. Um exemplo disso são os fariseus que desejavam apedrejar a mulher adúltera; embora suas consciências tenham sido agitadas pela exposição da hipocrisia, isso apenas os distanciou ainda mais de Jesus.

Eles buscam impedir que a verdadeira natureza de seus corações, exposta pela presença da Luz, seja revelada. E quanto a você, qual é sua reação ao ser confrontado por Jesus? Você permanece ou foge?


 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Incredulidade

 

Em 2 Coríntios 4:4, Paulo escreve:

"Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus."

Explicação:

Este versículo faz parte de uma passagem onde Paulo descreve as dificuldades do ministério cristão e a responsabilidade de proclamar o evangelho. Aqui, destaca-se o problema da incredulidade e a atuação do inimigo espiritual no mundo.



  1. "O deus deste século":

    • Esta expressão refere-se a Satanás, que exerce uma influência temporária e limitada sobre o mundo caído. A palavra "século" aqui significa "era" ou "sistema presente". Satanás manipula os valores, desejos e perspectivas das pessoas que não estão em Cristo.

  2. "Cegou o entendimento dos incrédulos":

    • Paulo indica que Satanás bloqueia espiritualmente as pessoas, impedindo-as de entender ou aceitar a mensagem do evangelho. Essa cegueira não é física, mas espiritual, afetando sua capacidade de perceber a verdade e a beleza da mensagem de salvação.

  3. "Para que não lhes resplandeça a luz do evangelho":

    • A "luz do evangelho" representa a verdade e a revelação de Cristo como Salvador. Satanás busca manter as pessoas longe dessa luz, que traz clareza, vida e transformação.

  4. "Da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus":

    • Cristo é a manifestação visível de Deus; Nele se revela plenamente a glória e a natureza divina. Ao rejeitar Cristo, as pessoas não apenas perdem a salvação, mas também a oportunidade de conhecer a Deus em sua plenitude.

  • Este versículo nos lembra da realidade do conflito espiritual. Embora Satanás atue no mundo, seu poder não é absoluto; Cristo já venceu na cruz.

  • Também nos desafia, como cristãos, a orar pelos incrédulos, para que seus corações e mentes sejam iluminados pelo Espírito Santo.

  • Por fim, nos encoraja a continuar proclamando o evangelho, confiando que a luz de Cristo pode superar qualquer escuridão.

sábado, 14 de dezembro de 2024

O Evangelho em 1 hora - parte 7


 

Apocalipse: capítulo 12 comentado


     O capítulo 12 do Apocalipse é repleto de simbolismos e narra a luta cósmica entre o bem e o mal. Este capítulo introduz três personagens principais: a mulher, o dragão e o filho varão. Através destes símbolos, são apresentadas as visões da batalha espiritual que ocorre nos céus e na terra. 


A Mulher e o Dragão 

                                       (Versículos 1-17) 

E apareceu uma grande maravilha no céu: Uma mulher vestida com o sol, com a lua debaixo de seus pés, e sobre a sua cabeça uma coroa de doze estrelas. E ela, estando grávida gritava, com dores de parto, sofrendo para dar à luz. E apareceu outro sinal no céu; e eis um grande dragão vermelho, tendo sete cabeças e dez chifres, e sete coroas sobre suas cabeças. E a sua cauda arrastou a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava pronta para dar à luz, para devorar o seu filho assim que nascer. E ela deu à luz a um filho homem, que há de governar todas as nações com um cetro de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono. E a mulher fugiu para o deserto, onde ela tem um lugar preparado por Deus, para que a alimentassem ali por mil duzentos e sessenta dias. E houve guerra no céu; Miguel e os seus anjos lutaram contra o dragão, e lutou o dragão e os seus anjos, e não prevaleceram, nem o seu lugar se achou mais no céu. E o grande dragão foi lançado fora, aquela antiga serpente, chamada de Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi lançado à terra, e os seus anjos foram lançados com ele. E eu ouvi uma alta voz dizendo no céu: Agora chegou a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual os acusava dia e noite diante de nosso Deus. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro, e pela palavra do seu testemunho; e eles não amaram as suas vidas até a morte. Por isso regozijai-vos ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam a terra e o mar! porque o diabo desceu até vós com grande ira, pois ele sabe que pouco tempo lhe resta. E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, ele perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem. E à mulher foram dadas duas asas de uma grande águia, para que ela pudesse voar para o deserto, ao seu lugar, ali onde é alimentada por um tempo, e tempos, e meio tempo, longe da face da serpente. E a serpente lançou da sua boca água como a de uma inundação atrás da mulher, para fazer com que ela fosse carregada pela inundação. E a terra ajudou a mulher; e a terra abriu a sua boca, e engoliu a inundação que o dragão lançara da sua boca. E o dragão irou-se com a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo. 


A Mulher Vestida de Sol 

A visão começa com uma mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. Ela está grávida e grita de dor, prestes a dar à luz. Esta mulher simboliza Israel, o povo de Deus, e, de forma mais ampla, a Igreja, que é a continuidade do povo escolhido. O sol representa a glória, a pureza e a justiça, a lua sob os pés indica domínio sobre a noite e o mal, e a coroa de doze estrelas simboliza as doze tribos de Israel e os doze apóstolos, representando a plenitude do povo de Deus. 

O Dragão Vermelho 

Então, aparece um grande dragão vermelho com sete cabeças, dez chifres e sete diademas sobre as cabeças. Este dragão é claramente identificado como Satanás, o acusador e adversário de Deus. As sete cabeças e dez chifres simbolizam a plenitude do poder e a autoridade malignas que ele exerce no mundo. O dragão tenta devorar o filho da mulher assim que ele nasce, refletindo a contínua tentativa de Satanás de destruir o plano de Deus. 

O Filho Varão 

A mulher dá à luz um filho varão, que é identificado como aquele que governará todas as nações com vara de ferro. Este filho é uma referência a Jesus Cristo, o Messias prometido. Sua ascensão ao trono de Deus simboliza a vitória de Cristo sobre Satanás e a entronização de Cristo no céu. 

A Batalha no Céu 

Segue-se uma batalha no céu: Miguel e seus anjos lutam contra o dragão e seus anjos. Miguel, o arcanjo, é o comandante das hostes celestiais e um símbolo de proteção divina. O dragão e seus anjos são derrotados e lançados à terra, simbolizando a expulsão de Satanás e a limitação de seu poder celestial. Esta derrota é um marco na luta cósmica, mostrando que Satanás não tem mais lugar no céu para acusar os santos diante de Deus. 

A Ira do Dragão na Terra 

Expulso do céu, o dragão persegue a mulher que deu à luz o filho varão. A mulher recebe duas asas de grande águia para fugir ao deserto, onde é sustentada por um período simbólico de tempo, fora do alcance do dragão. As asas simbolizam a ajuda e a proteção divina. O deserto representa um lugar de refúgio e provisão, aludindo ao cuidado contínuo de Deus com Seu povo. O dragão, furioso por não conseguir alcançar a mulher, lança de sua boca água como um rio para tentar arrastá-la. No entanto, a terra ajuda a mulher, abrindo sua boca e engolindo o rio. Este ato da terra representa a intervenção de Deus, protegendo Seu povo das investidas de Satanás. 

O Dragão Persegue a Descendência da Mulher 

Finalmente, o dragão volta sua ira contra o restante da descendência da mulher, que são identificados como aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus. Isso indica a perseguição contínua que os cristãos enfrentam por causa de sua fé. Satanás continua a guerrear contra os seguidores de Cristo na terra, mas a proteção divina está assegurada para os fiéis.

O Evangelho em 1 hora - parte 6


 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

O Evangelho em 1 hora - parte 4


 

O ARREBATAMENTO

 

O ARREBATAMENTO

Quando o Senhor Jesus vier, Ele “descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus”. Trata-se do arrebatamento (1Ts 4:15-18).

     O “alarido”, ou brado, é para acordar os que “morreram em Cristo”. Estes são os santos que dormem, uma classe especial de crentes redimidos durante o período em que a igreja esteve na terra. Mesmo que a morte tenha requisitado seus corpos, a referência a eles é feita como já estando “em Cristo”. O apóstolo Paulo usa a expressão em seus escritos para indicar o lugar individual de aceitação que os cristãos têm diante de Deus na nova criação e o vínculo inseparável que desfrutam pela habitação do Espírito Santo. Estar “em Cristo” significa estar no lugar que Cristo ocupa diante de Deus. A mesma posição que Cristo agora ocupa diante de Deus é o lugar que pertence ao cristão. Não é dito que os santos do Antigo Testamento estejam “em Cristo”, embora suas almas e espíritos estejam a salvo no céu. Na vinda do Senhor os “mortos em Cristo” ressuscitarão de suas sepulturas para encontrarem o Senhor nos ares. Esta é a primeira ressurreição.

     A voz do arcanjo é, aparentemente, a voz do próprio Senhor no poder do arcanjo. Parece estar mais em conexão com a ressurreição dos santos do Antigo Testamento. O Senhor apareceu frequentemente ao Seu povo naquela época numa forma angelical e eles estão familiarizados com aquela voz que lhes falou outrora. Ao som de Sua voz arcangélica os santos do Antigo Testamento sairão de seus sepulcros e também participarão da primeira ressurreição. Hebreus 11:4012:23 (“aperfeiçoados”).

     A trombeta de Deus* encerrará esta presente dispensação**, quando todos os crentes que estiverem vivos sobre a terra no momento de Sua vinda serão arrebatados juntamente com os santos do Antigo e Novo Testamentos, os quais ressuscitarão e sairão de seus sepulcros a fim de se encontrarem com o Senhor nos ares.

     [ Nota: *Não se deve confundir aqui a trombeta de Deus com a última das sete trombetas de Apocalipse 11:15-18, as quais serão tocadas 7 anos mais tarde, no final da tribulação, quando Cristo descerá do céu (a Vinda de Cristo) para tomar posse do Reino neste mundo. Tampouco ela deve ser confundida com a trombeta soada em Mateus 24:30,31 e Isaías 27:13, que refere-se à reunião de Israel, pelos anjos, após a vinda de Cristo. ]


Livro: Acontecimentos Proféticos de Bruce Anstey

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Rute, Lealdade e Redenção

 

    


        Rute é uma figura central no livro bíblico que leva seu nome, e sua história é uma das mais comoventes e inspiradoras da Bíblia. Ela é conhecida por sua lealdade, coragem e fé, e sua jornada de uma estrangeira moabita a bisavó do rei Davi tem profundo significado teológico e cultural.

Introdução e Contexto

     O livro de Rute situa-se durante o período dos Juízes, um tempo de instabilidade e desordem em Israel. A história começa com uma família israelita de Belém – Elimeleque, sua esposa Noemi, e seus dois filhos, Malom e Quiliom – que se mudam para Moabe devido a uma fome em Israel (Rute 1:1-2).

Rute e Noemi

     Após a morte de Elimeleque e dos dois filhos, Noemi fica viúva e sem filhos, acompanhada apenas por suas noras moabitas, Orfa e Rute. Quando Noemi decide retornar a Belém, ela encoraja suas noras a voltar para suas famílias em Moabe. Orfa, relutantemente, retorna, mas Rute se recusa a deixar Noemi, demonstrando sua lealdade e amor com as palavras: "Não insistas comigo para que te deixe e me obrigue a não te seguir; porque, aonde quer que fores, irei eu, e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus." (Rute 1:16-17).

Chegada a Belém e Sustento

     Rute e Noemi chegam a Belém no início da colheita da cevada. Para sustentar-se, Rute vai aos campos colher espigas que os ceifeiros deixavam para trás, uma prática permitida pela Lei Mosaica para ajudar os pobres e estrangeiros (Levítico 19:9-10). Ela acaba colhendo no campo de Boaz, um parente de Elimeleque, que a trata com generosidade e respeito ao ouvir sobre sua lealdade a Noemi (Rute 2:1-12).

Relacionamento com Boaz

     Noemi vê a bondade de Boaz como uma oportunidade de redenção para elas e instrui Rute a seguir um costume de proposta de casamento, colocando-se aos pés de Boaz enquanto ele dorme na eira. Este ato simboliza um pedido de proteção e casamento (Rute 3:1-9). Boaz, impressionado com a virtude e lealdade de Rute, concorda, mas destaca que há um parente mais próximo que tem o direito de resgate (Rute 3:10-13).

Resgate e Casamento

     Boaz resolve a questão no portão da cidade, onde os negócios legais eram realizados. Ele reúne os anciãos e o parente mais próximo, que renuncia seu direito de resgatar a terra e casar com Rute. Boaz, então, compra a terra e se casa com Rute, garantindo a continuidade da linhagem de Elimeleque (Rute 4:1-10).

Descendência e Legado

     Rute e Boaz têm um filho, Obede, que se torna o avô de Davi, o futuro rei de Israel (Rute 4:13-17). Esta linhagem é significante, pois Obede é o avô do rei Davi, e Rute, uma moabita, é assim inserida na genealogia de Jesus Cristo, destacada no Novo Testamento (Mateus 1:5).

Lealdade e Amor

    Rute exemplifica lealdade e amor sacrificial. Sua decisão de ficar com Noemi é um modelo de devoção e fidelidade familiar. Esse compromisso transcende laços sanguíneos e culturais, ressaltando a universalidade do amor e da responsabilidade mútua.

Inclusão e Redenção

     Rute, uma moabita, é acolhida na comunidade israelita e se torna parte vital da história de redenção de Israel. Sua inclusão na linhagem messiânica demonstra que a graça de Deus está disponível para todas as nações, e que a fé e a virtude são mais importantes que a origem étnica.

Providência Divina

     A história de Rute ilustra a providência de Deus na vida das pessoas comuns. Desde a decisão de Rute de permanecer com Noemi até a providencial colheita no campo de Boaz e seu eventual casamento, cada evento destaca a mão invisível de Deus trabalhando para cumprir Seus propósitos.

Papel da Mulher

     Rute e Noemi são figuras centrais na narrativa, demonstrando que as mulheres desempenham papéis  cruciais na história de Deus. Rute é uma heroína cuja fé, coragem e ação proativa resultam em bênçãos significativas para ela e para a comunidade.

Rute na Tradição Judaica e Cristã

     Na tradição judaica, o livro de Rute é lido durante a festa de Shavuot, que celebra a colheita e a entrega da Torá. A história de Rute é uma lembrança da lealdade e conversão voluntária ao povo de Israel e à fé em Deus. Na tradição cristã, Rute é vista como uma figura de fé e graça. Sua história é frequentemente mencionada em sermões e estudos bíblicos como um exemplo de virtude e providência divina. A inclusão de Rute na genealogia de Jesus sublinha a universalidade da salvação e a inclusão de todos os povos no plano redentor de Deus.

Considerações Finais

     Rute é uma figura notável cuja história de lealdade, coragem e fé transcende as barreiras culturais e étnicas. Seu papel na genealogia de Davi e de Jesus Cristo destaca a inclusão e a graça de Deus. A história de Rute oferece valiosas lições sobre amor sacrificial, providência divina e o poder transformador da fé, deixando um legado duradouro tanto na história de Israel quanto na tradição cristã.


       Trecho do ebook: Mulheres de Fé: As Mulheres da Bíblia e Suas Histórias

                                                     






quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Paz com Deus - Mário Persona


 

 

O grão de trigo


Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora de ser glorificado o Filho do Homem. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará.”

João (12:23-26)


     Jesus começa falando sobre sua própria morte e ressurreição usando uma metáfora. Ele compara sua própria morte ao plantio de um grão de trigo. Assim como o grão de trigo deve morrer e ser enterrado para germinar e produzir uma colheita abundante, Jesus deve morrer para que muitos possam encontrar vida eterna.

     Em seguida, Jesus faz um convite aos seus discípulos, e por extensão a todos os seus seguidores, a segui-lo em seu caminho de sacrifício e serviço. Ele diz que aquele que ama sua vida a perderá, mas aquele que a odeia neste mundo a guardará para a vida eterna. Isso significa que quem está disposto a renunciar aos seus próprios interesses e desejos egoístas por amor a Jesus e ao seu evangelho encontrará a verdadeira vida e propósito.

     Jesus então se apresenta como modelo desse princípio. Ele próprio está disposto a sacrificar sua própria vida para obedecer à vontade do Pai e para salvar a humanidade. Ele mostra aos seus discípulos que o verdadeiro discipulado envolve seguir seu exemplo de humildade, serviço e sacrifício. Jesus afirma que aqueles que o servem devem seguir seu exemplo.

     Se alguém deseja servi-lo, ele deve seguir Jesus onde quer que ele vá. Isso requer uma disposição para renunciar ao próprio conforto, segurança e reputação, e estar disposto a enfrentar os desafios e perigos que acompanham o discipulado de Cristo.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024


Sofrimento


     Num comentário, numa rede social, após inundações no Rio Grande do Sul em 2024, foi dito o seguinte: “Se Deus existe, ele é incompetente“. Percebeu como é comum as pessoas culparem Deus quando algo ruin acontece? Curiosamente, até mesmo os ateus tendem a atribuir a culpa a Deus, mesmo negando Sua existência. (irônico não é?) 

      Desde o jardim do Éden o ser humano culpa o outro pelos seus erros. Eva culpou a serpente, Adão culpou Eva e até mesmo o próprio Deus quando disse: "Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi". Gênesis 3:12 

      Você já atribuiu a culpa a alguém por seus próprios equívocos? Isso sugere que você é tão propenso à falhas quanto Adão. Nunca comete erros? Bem, nesse caso, sua situação é ainda mais séria. Quando alguém descobre que tem uma doença séria, essa pessoa passa por alguns estágios. Inicialmente ocorre a recusa: "Isso não pode estar acontecendo comigo". Em seguida, surge a irritação: "Por que justo eu?". O próximo estágio envolve a negociação e a tentativa de resolver a situação por conta própria: "Se eu mudar meu estilo de vida, o problema desaparecerá". Depois, vem a melancolia: "Ai de mim! Estou completamente perdido!". Por fim, chega-se à aceitação e à disposição para aceitar ajuda externa. 

      O pecado original resultou na queda da humanidade, separando-a de Deus e introduzindo o sofrimento, a morte e o mal no mundo. Assim como Lúcifer e os anjos caídos foram expulsos do céu, Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden, perdendo o acesso à árvore da vida e enfrentando as conseqüências de sua transgressão. 

     Tanto a queda dos anjos quanto a queda do homem são conseqüências da desobediência e do orgulho, resultando na separação de Deus e na introdução do mal no mundo. Cada aspecto da existência foi profundamente afetado: as criaturas, o planeta, o cosmos, o fluxo do tempo e o espaço em si. 

     Quando a Bíblia descreve toda a criação gemendo em dores de parto, essa metáfora é altamente ilustrativa: as dores de parto tendem a se intensificar e ocorrer com intervalos cada vez menores até o momento do nascimento. Assim, é esperado que sofrimentos crescentes e mais freqüentes se tornem cada vez mais proeminentes até a volta de Cristo.

O Evangelho em 1 hora - Final