O ditado popular diz: “Diga-me com quem andas, e eu te direi quem és.” Há sabedoria nisso. É verdade que as companhias moldam a vida de uma pessoa. A convivência constante pode influenciar pensamentos, hábitos e até o caráter. Na maioria das vezes, o ser humano acaba se tornando semelhante àqueles com quem caminha.
Mas, ao olharmos para a vida de Jesus, vemos algo que ultrapassa essa lógica. Ele não evitava os pecadores; pelo contrário, buscava estar perto deles. Publicanos, prostitutas, ladrões e pessoas rejeitadas pela sociedade eram encontrados ao Seu redor. Isso não fazia d’Ele um pecador, mas mostrava o propósito de Sua missão.
Em Marcos 2:17 lemos: “Os que estão bem não necessitam de médico, mas os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento.” Essa palavra revela que Jesus não se deixava influenciar pelo ambiente, mas era Ele quem influenciava. Onde havia trevas, Ele era luz. Onde havia doença espiritual, Ele se apresentava como médico.
Enquanto o ditado popular mostra o perigo de se associar a más companhias, Jesus mostra que há um poder transformador maior do que a influência do pecado: o poder do amor e da graça de Deus. As pessoas que O rodeavam eram vistas pela sociedade como irrecuperáveis, mas para Ele eram pacientes necessitados de cura.
Essa verdade nos leva a refletir sobre duas coisas. Primeiro, sobre a fragilidade humana: nós realmente precisamos ter cuidado com as companhias, pois somos influenciáveis. Mas, segundo, sobre a missão de Cristo: Ele não veio para se contaminar com o pecado, veio para perdoar, restaurar e dar uma nova identidade.
O ditado popular encontra limite na natureza humana; Jesus, porém, rompe esse limite. Ele não se definia pelas pessoas com quem andava. Eram as pessoas que encontravam uma nova definição de vida ao andar com Ele.
No final, o que esse contraste nos ensina é simples: enquanto para nós andar com quem erra pode ser motivo de perigo, para Jesus era motivo de oportunidade. Ele não olhava para o passado dos pecadores, mas para o futuro que poderiam ter ao serem curados pela graça.

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